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Celso Sabino enfrenta impasse político após saída do Ministério do Turismo
Saída e repercussões imediatas
Celso Sabino deixou o Ministério do Turismo após exoneração unilateral anunciada sem seu acordo. Ele havia deixado a sigla União Brasil para integrar o governo federal.
Em coletiva, o ex-ministro destacou as ações à frente da pasta, mas não explicou claramente os motivos da saída. Analistas ouvidos no programa CNN 360° avaliaram que a entrevista foi uma tentativa de controlar a narrativa, com Sabino evitando respostas diretas. Antes do posicionamento oficial do presidente, ele chegou a mencionar um possível substituto.
Consequências para a carreira e para 2026
Com a saída, Sabino reassumirá temporariamente a vaga de deputado federal pelo União Brasil. Mantém o plano de disputar uma das cadeiras do Senado pelo Pará em 2026, em momento tenso para suas articulações eleitorais no estado.
O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), aparece como potencial candidato ao Senado e lidera pesquisas locais, o que coloca Sabino em desvantagem inicial. A concorrência entre aliados cria um dilema para o governo federal sobre a divisão de apoio em uma disputa interna.
Conflito com União Brasil
A expulsão de Sabino do União Brasil foi oficializada em dezembro de 2025. O partido alegou que sua permanência no Executivo contrariou orientação de setembro que pedia a todos os filiados que deixassem cargos no governo, decisão justificada como forma de preservar alinhamentos partidários.
Fontes próximas ao ex-ministro dizem que ele se considera prejudicado pela medida e que permaneceu no governo por convicção política. O episódio amplia a necessidade de Sabino reconstruir apoios fora da sigla.













