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Relator diz que base do governo tentou impedir CPMI do INSS e pede prorrogação após operação da PF
O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), afirmou que a base do governo resistiu à criação da comissão e agora busca acelerar seu encerramento. Segundo ele, a operação da Polícia Federal reforça a necessidade de prorrogar as investigações sobre fraudes no INSS.
Pedido de prorrogação e motivação
Gaspar disse que os desdobramentos da investigação policial indicam a existência de pessoas de alto escalão e de esquemas ainda a ser identificados, por isso defende estender o prazo da CPMI, cujo término estava previsto inicialmente para março do próximo ano. A operação da PF realizada no dia 18 foi citada pelo relator como argumento central para manter as apurações em andamento.
Objetivo da CPMI
A comissão foi criada para investigar supostas fraudes e irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social, com foco em descontos indevidos sobre benefícios de aposentados e pensionistas. Desde a instalação, o tema tem provocado forte disputa política entre governo e oposição.
Composição e liderança
A instalação da CPMI, em agosto de 2025, foi vista como derrota do governo no Congresso. O senador Carlos Viana (Podemos-MG) foi eleito presidente da comissão, enquanto o deputado Alfredo Gaspar foi escolhido relator, dando à oposição o controle das duas principais cadeiras.
Convocados e linhas de investigação
A CPMI aprovou convocações de dez ex-presidentes do INSS e convidou ex-ministros da Previdência para esclarecimentos sobre as práticas investigadas. Entre os nomes chamados estão Eduardo Gabas, José Carlos Oliveira e Carlos Lupi. A comissão também apura denúncias de associações que teriam cobrado taxas irregulares de beneficiários.
Caso Conafer e depoimento de assessor
Em outubro de 2025, a CPMI ouviu Cícero Marcelino de Souza Santos, assessor da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer). Relatórios e denúncias apontam que a entidade seria uma das envolvidas em esquemas de descontos ilegais, e há suspeitas de que Marcelino tenha recebido valores vinculados a essas cobranças.













