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Juju do Pix faz cirurgia para reconstruir rosto deformado por óleo mineral

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Influenciadora trans passa por cirurgia reparadora após aplicação de óleo mineral em clínica clandestina

A influenciadora Juliana Oliveira, conhecida como “Juju do Pix”, passou pela primeira etapa de uma cirurgia reconstructiva no rosto após receber 21 aplicações de óleo mineral em uma clínica clandestina. O procedimento foi realizado em 20 de novembro no Hospital Indianópolis, em São Paulo, segundo o cirurgião plástico Thiago Marra.

Procedimento e diagnóstico

Juliana, natural de Passo Fundo (RS), procurou a clínica em 2017 para feminizar traços faciais. A casa prometeu usar silicone industrial, mas aplicou óleo mineral em várias sessões. Com o tempo ela desenvolveu inchaço progressivo e deformações; o médico relata aumento do edema entre 2018 e 2021.

Cirurgia e recuperação inicial

Vários profissionais teriam recusado operar Juliana devido à gravidade do caso. A intervenção em 20 de novembro incluiu remoção do óleo e de pele contaminada. Vinte dias depois, o cirurgião informou que a cicatrização evoluiu bem, sem intercorrências significativas. Novas cirurgias estão previstas para avançar o tratamento reconstrutivo.

Repercussão nas redes e arrecadações

Com a aparência alterada, Juliana enfrentou dificuldade para conseguir emprego e passou a pedir doações via Pix, o que originou o apelido “Juju do Pix”. Em 2021, sua história foi exibida em programa de TV e ajudou a arrecadar cerca de R$ 20 mil. Ela afirmou que o montante não cobriria o procedimento e disse que doaria parte dos recursos, sem apresentar comprovantes públicos, o que gerou críticas de internautas.

Polêmica sobre uso dos recursos

Pressionada pelos seguidores, Juliana afirmou ter comprado uma motocicleta com parte do dinheiro, mas negou que a compra tenha sido feita com verba da vaquinha. A explicação não evitou reações negativas e ataques online, incluindo humilhação e perseguição digital, segundo relatos do seu médico.

Riscos de procedimentos clandestinos

Especialistas alertam que a aplicação de substâncias estranhas no corpo representa risco sério à saúde. Materiais permanentes, como óleo mineral ou PMMA, podem causar inflamações crônicas, formação de granulomas e necrose. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) classifica produtos como o PMMA como de alto risco e recomenda uso restrito e em ambientes regulamentados.

Contexto social

O caso evidencia as dificuldades que pessoas trans enfrentam para acessar procedimentos de afirmação de gênero seguros e de baixo custo. A falta de serviços regulamentados pode levar a escolhas por alternativas clandestinas, com consequências médicas e sociais graves.

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