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Gilmar Mendes defende colegas do STF em meio a críticas sobre o caso Banco Master
Resumo dos fatos
O ministro Gilmar Mendes declarou apoio a Alexandre de Moraes e Dias Toffoli após questionamentos públicos relacionados ao caso Banco Master. Mendes afirmou ter confiança no trabalho de Moraes e minimizou a repercussão sobre a viagem de Toffoli ao Peru com um advogado ligado a um dos investigados. Segundo ele, encontros entre magistrados e advogados são rotineiros e não indicam, por si só, conduta imprópria.
Alegações e elementos centrais
O processo envolvendo o Banco Master levantou suspeitas de conflito de interesses por vínculos pessoais e profissionais entre integrantes do Supremo Tribunal Federal e partes envolvidas. Investigações apontam que o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, teria fechado contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master. Em paralelo, Dias Toffoli viajou ao Peru em aeronave privada com um dos advogados do empresário Daniel Vorcaro para assistir à final da Copa Libertadores, episódio que suscitou dúvidas sobre imparcialidade.
Reações no Congresso e proposta de código de conduta
Parlamentares intensificaram críticas e pediram apurações formais sobre as relações entre magistrados e partes interessadas. Foram apresentadas propostas para criar um código de conduta específico para ministros do STF. O presidente da Corte, Edson Fachin, manifestou apoio a regras éticas mais claras, mas não há consenso entre os ministros.
Defesa de Gilmar Mendes e avaliação institucional
Ao responder às críticas, Gilmar Mendes afirmou que reuniões entre juízes e advogados ocorrem em diversos contextos e que muitos assuntos poderiam ser tratados em gabinetes do próprio tribunal. Ele ressaltou que medidas recentes — como a prisão de Daniel Vorcaro e a rejeição da compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB) — indicam que as instituições estão atuando.













