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EUA apreendem superpetroleiro venezuelano; Caracas denuncia ato de pirataria
As autoridades dos Estados Unidos apreenderam, em 10 de dezembro de 2025, o superpetroleiro Skipper nas proximidades da costa venezuelana, em operação conjunta da Guarda Costeira, do FBI e do Departamento de Segurança Interna. A embarcação transportava cerca de 1,85 milhão de barris de petróleo bruto tipo Merey e segue rumo a Houston, Texas, para transferência da carga. O governo venezuelano classificou a ação como um ato de pirataria e roubo.
Operação e destino do navio
Fontes oficiais norte-americanas informaram que a apreensão ocorreu em alto-mar, com fiscalização a bordo e posterior escolta até águas sob jurisdição dos EUA. A administração americana descreveu a ação como a maior apreensão do tipo já realizada. O Skipper deve descarregar sua carga em porto americano, com o óleo sendo transferido para embarcações menores devido ao porte do navio.
Reação venezuelana e contexto regional
O ministério da Defesa da Venezuela e membros do governo de Nicolás Maduro condenaram a apreensão, qualificando-a como violação da soberania nacional e do direito internacional. Autoridades venezuelanas também afirmaram que um voo de repatriação de tripulantes foi suspenso pelos EUA, alegação que Washington negou, segundo relatos oficiais.
Sanções e impacto nas exportações
Analistas e autoridades vinculam a ação a uma estratégia norte-americana de aumento da pressão sobre o governo venezuelano. Desde 2019, com a imposição de sanções, as exportações de petróleo venezuelano sofreram forte redução; sanções recentes a empresas de transporte marítimo agravaram a queda nas vendas externas. Apenas a Chevron permanece autorizada a operar com licença especial emitida pelos EUA.













